#MeToo

Não seria uma verdadeira feminista se não falasse sobre isso.

Hoje a minha melhor amiga enviou-me uma cópia da imagem de um perfil Facebook, que devia ser de uma amiga dela.
Esta amiga da minha amiga tinha partilhado as experiências dela no seguimento do #metoo.
Para quem não sabe, o #metoo começou a ser visto no Facebook depois de várias atrizes confessarem terem sido assediadas sexualmente pelo produtor Harvey Weinstein.
Não vos vou contar todas as histórias deste ser repulsivo pois ficariam a ler este artigo durante horas.

Voltando à minha amiga. Ela comentou logo comigo que já estava farta de ver estes perfis no Facebook e que no final de contas… não nos podemos queixar pela existência de tais comportamentos se nos vestimos de forma sexy ou se bebemos à noite.
A minha amiga tem apenas 31 anos. Tive a impressão de estar a falar com alguém que não conhecia. Como podia ela dizer tal coisa? Ela que usa saias mais curtas que os meus calções ? Ela com quem já apanhei as piores bebedeiras do mundo? Não sei.

Fiquei revoltada.

E depois entendi. Ela realmente nunca sentiu que sofreu um assédio sexual…porque sempre namorou, porque nunca saiu de casa sozinha para apanhar o metro à noite… enfim nunca se colocou em « situação de risco »… e sobretudo… teve muita sorte.

Achei que deveria partilhar com ela vários casos meus, ou de amigas, para ela se dar conta da realidade desta vida onde a evolução deveria estar presente.
E porque tenho outra amiga que também me disse que era normal, os homens são todos assim e sempre foram… vou partilhar com vocês estas experiências. Minhas e de amigas. Com nomes falsos.

Para tal, agarrei no meu telemóvel e perguntei por mensagem a 10 amigas, sem explicar nada, a simples questão :

« Conta-me qual foi o teu pior caso de assédio sexual ? »

Todas acharam a pergunta muito forte e a maioria disse logo que nunca passou por nada disso. Na realidade todas já passaram, por uma situação ou outra, só que acham que é normal.

« Isso acontece todos os dias »
« Isso não foi muito grave »

Ou então algumas simplesmente não se lembravam de casos mais graves que lhe tinham acontecido. Estes episódios da vida delas estavam

« num canto escuro da cabeça »

e nem sequer querem que conte isso por aqui porque ficam com vergonha do lhes aconteceu. Pediram-me para não o fazer e respeito isso… mas vou dizer-vos o que lhes disse : não nos podemos calar !

E o mais importante de tudo: não podemos ter vergonha das atitudes anormais dos outros, connosco!

1 – O caso do metro :

Carolina “um dia um gajo sentado à minha frente bateu uma punheta enquanto olhava para mim”

Ingrid “um dia quando estava a sair do metro, um rapaz chegou ao meu lado para acariciar-me a perna toda e dizer-me que tinha um pernão”

Lola “um dia um homem abriu a gabardine, estava nu por baixo (era um sem abrigo) e disse-me, enquanto todos olhavam e ouviam, que me ia fazer o amor como nunca e que ia escorrer o esperma dele porque já fazia 2 anos que não fazia nada. E isso ia ser a melhor foda da minha vida”

Sylvie « lembro-me quando tinha 11 anos, estava com as amigas e havia muita gente no autocarro. Ele aproximou-se de nós e roçou-se. Este foi um episódio que sempre ficou na minha mente »

2 – O caso da mão no rabo e na verdade o caso mais contado pelas raparigas… como se fosse normal. Será que somos um bocado de carne que qualquer um pode apalpar só porque sim?

Lola « Uma vez fui a Lisboa à festa dos Santos Populares, apenas saí à rua e um carro passou por mim. Senti uma mão que estalou no meu rabo. Os gajos dentro do carro estavam felizes e continuaram o caminho deles deixando-me estupefacta »

Maria « Andava a caminhar na rua com uma amiga no Chiado e três rapazes passaram por nós. Um deles agarrou-me a nádega como se fosse dele. Quando dei por mim, virei-me para ele para ver que o rapaz estava com orgulho do que tinha feito »

Christie « Estava na Noruega com o meu namorado. Saímos do restaurante e senti alguém a agarrar-me o rabo com força. Pensei que fosse o meu namorado mas quando levantei os olhos e vi que ele estava a minha frente, fiquei com um medo. Ainda bem que o meu namorado estava lá para me proteger e mandar o cabrão para o hospital. »

Lola « havia uma fase na minha vida, quando tinha uns 19-20 anos saia muito para discotecas. Vestia-me em condições. E não é que cada vez que saia tinha de levar com mãos no rabo? Depois de algumas vezes comecei a ficar farta e virava-me para dar bofetadas aos rapazes que pensavam que o meu corpo era-lhes oferecido. »

3 – O assédio no trabalho

Luana « estava num evento de empresa quando um cliente me deu o cartão do quarto de hotel dele e disse que se quisesse tomar banho podia ir ter com ele »

Josefina : « o meu chefe disse-me claramente que se quisesse progredir na carreira tinha de ter relações sexuais com ele. Caso contrário ficaria sempre no mesmo cargo ». Pois… isto não acontece só nos filmes e são vários os casos que ouvi.

Joana « sou massagista e às vezes acontecem-me coisas estranhas. Mas esta vez foi diferente. O meu cliente era chinês e quando entrei no gabinete ele estava todo nu e destapado. Coloquei-lhe a toalha nas partes íntimas e comecei a massajar. Passado 20 minutos ele levanta-se e diz-me que está com pressa. Aí, começa a apalpar-me o peito e a tentar beijar-me. Empurrei-o para a porta com uma tal força que ele partiu a porta. O pior desta história? Quando contei à minha chefe ela só respondeu que o preço da massagem nem ia dar para o preço da porta »

Manon “quando tinha 18 anos, trabalhei num restaurante no verão e o patrão cada vez que passava atrás de mim, tocava-me no rabo. Além disso, mandava-me ir buscar o pão e dar folhetos na rua em mini-saia super curta… e dizia que tinha de ser o mais sexy possível para o futuro cliente. Agora com 32 anos parece-me mais prostituição para chamar clientela para o restaurante dele, do que outra coisa.”

4- Ser seguida na rua

Lola « já me seguiram até casa várias vezes. Mas o mais assustador foi quando, no metro, um gajo se colou a mim e olhava com um olhar mesmo porco e assustador. Quando dei por isso, mudei de comboio e ele foi atrás de mim. Tive de fugir antes das portas fecharem na estação a seguir. Neste dia apanhei um susto grande »

Christie « Estava em Corsa e regressava a casa com uma amiga quando dei conta que um camião branco passava ao nosso lado pela terceira vez. Aí, decidimos correr até casa e trancar-nos. O camião não conseguiu seguir-nos até lá, mas passado 5 minutos vimo-lo passar à frente da minha janela duas vezes. »

Clotilde “um rapaz olhou para mim e perguntou-me se o queria chupar. Respondi: desculpa não tenho tempo!”

4- O assédio por amigos de amigos ou familiares.
Esta parte acho que é a pior de todas… aquela que queremos guardar para nós para não ferir as pessoas que amamos…aquela pela qual nos sentimos sujas e que tenho a certeza que muitas de nós nunca irá contar aos nossos familiares porque temos medo. Medo que acabe com um casamento ou uma amizade. Medo da denúncia. Medo que a nossa palavra passe por mentira…porque afinal de contas… já passou e só foi uma vez…mas foi UMA VEZ QUE NUNCA DEVERIA TER ACONTECIDO.

Sylvie “estava de fim de semana com uns amigos de amigos e todos dormíamos na mesma tenda. De repente um rapaz colocou-se em cima de mim e bloqueou-me os pulsos para me beijar à força e fez-me dois chupões enormes. Eu gritava. Gritava, mas os meus amigos presentes pensaram que era tudo brincadeira. Não foi. Estava cheia de medo. E depois senti-me com vergonha por ter estes dois chupões”

Lola “um amigo meu fez uma festa em casa com 30 pessoas… tudo amigos de amigos. Conhecia 90 % das pessoas. Toda a gente estava mais ou menos com os copos e houve um momento em que tive de ir abrir a porta do prédio para um colega de um amigo. Este tal amigo de amigo (vamos chamá-lo Jean) aproveitou e bloqueou-me contra a parede nas escadas com uma força tremenda. Não podia mexer-me. Começou a apalpar-me e a por a mão dentro das minhas calças… isso tudo a tratar-me de puta e que eu só queria o que estava acontecer. Não sei como consegui… mas mordi-o para ele me largar e corri até a festa para contar o que se passou aos meus amigos. Eles apanharam-no e fizeram-lhe a folha. O Jean acabou no hospital com o nariz e as costelas partidas. Só acho que foi mais do que merecido o que ele teve.

G. “Quando tinha 14 anos, passei o verão em casa de uma tia minha. Ela saia de casa mais cedo que o marido e eu ficava a dormir. Um dia acordei com o meu tio a passar as mãos pelas minhas pernas e a tirar a fronha. Na altura senti tanto medo e fiz de conta que isso nunca aconteceu. Nunca contei nada… mas sempre fiquei a pensar: e se não tivesse acordado?”

Maria « um dia fui ver o Benfica com o meu namorado e um amigo dele. Estava sentada no meio deles e quando o meu namorado se levantou e não estava a olhar, o amigo dele achou normal passar-me a mão pela coxa. »

Isabel  » quando tinha 11 anos, tinha um amigo na minha turma mais velho (não sei se tinha uns 14 anos), ele sempre pareceu normal e amigável. Um dia estávamos no intervalo, só os dois, à beira do pavilhão desportivo, sentados nos bancos, e não me lembro bem do desenrolar da história nem porque razão, quando dei conta ele estava em cima de mim a tentar beijar-me e a agarrar-me os pulsos. Gritei com tudo o que podia e não sei se foi por alguém chegar ou porque ele se assustou com os meus gritos mas lá me largou. Tive tanto medo e nunca percebi porque raio aquilo foi acontecer.

Estas histórias são todas verídicas. A verdade é que todas nós já passamos por algo parecido. Não podemos é deixar que isso se generalize. Não é NORMAL uma pessoa tocar-nos sem o nosso consentimento. Temos direito de nos vestirmos como queremos. Pintar-nos como queremos e sobretudo ir para a cama com quem queremos e quando queremos !

#metoo


Aujourd’hui ma meilleure amie m’a envoyé une copie d’écran d’un statut Facebook qui je pense doit être d’une de ses amies. Cette amie d’amie avait partagé ses expériences suite au mouvement #metoo.
Pour ceux qui ne savent pas, le #metoo est apparu sur Facebook depuis que toutes les actrices ont commencé à parler à propos de leurs agressions sexueles par ce gros porc de Harvey Weinstein.
Je ne vais pas revenir là dessus sinon on est pas sortis de l’auberge.
Revenons à nos moutons. Mon amie m’a tout simplement dit qu’elle en avait marre de voir ces profils Facebook et que au final… on ne va pas se voiler la face…on ne peut pas se plaindre de ce genre de comportements si on s’habille sexy et que l’on boit en soirée.
Rappelons que mon amie a à peine 31 ans.
Comment pouvait-elle me dire cela ? Elle qui porte des jupes plus courtes que mes shorts et avec qui j’ai eu mes pires cuites ?
Je ne sais pas.
Cela m’a révoltée… puis… j’ai compris. C est vrai qu’elle ne s’est pas trop retrouvée dans ce genre de situation… parce qu’au final elle a toujours été en couple. Parce qu’elle sors rarement de chez elle seule Le soir et encore moins pour prendre le métro… et surtout elle a eu de la chance de ne jamais être passée par une situation plus difficile !
Je me suis dit qu’il fallait que je lui rappelle certaines situations afin de se rendre compte du monde dans lequel on vit.
Puis, une autre amie m’a dit que c’était normal… les hommes sont ainsi… ce sont des prédateurs, ils l’ont toujours été.
J’ai donc décidé de parler et de vous raconter mes pires expériences. Les miennes et celles de mes amies…avec des noms fictifs.
Afin de se faire, j’ai tout simplement pris mon téléphone et envoyé par message à 10 amis, sans autre explication, cette simple question :
« Racontes moi ta pire expérience de harcèlement sexuel ? »
Certaines ont trouvé cette formule très forte et la plupart à tout simplement répondu qu’elles n’en avaient jamais eues. En réalité toutes les femmes en ont déjà eues plusieurs fois dans leur vie mais elles pensent que c’est une normalité.
« Cela arrive tous les jours»
« Oh… cela n’a pas été si grave »
Certaines ne se souvenaient tout simplement pas des choses graves qui leur étaient arrivées. Ces épisodes de leurs vies, elles les avaient enterrées dans un petit coin oublié de leur tête et ne veulent tout simplement pas que je le raconte par ici car elles ont honte.
Elles m’ont demandé de garder le secret et je respecte leur parole… mais je vais vous dire exactement ce que je leur ai dit : nous ne pouvons pas nous taire !
Et le plus important de tout : nous ne devons surtout pas avoir honte des mauvais attitudes que les autres peuvent avoir envers nous !
Voici nos histoires parmi tant d’autres.
1 – Le cas du métro :
Carolina “un jour, un mec s’est aussi face à moi et a commencé à se branler tout en me regardant”
Ingrid “un jour en sortant du métro, un mec est arrivé à côté de moi et ma caresse la jambe ver le haut de la cuisse en me disant que j’avais de belles jambes”
Lola “un homem a ouvert son imperméable devant moi. C’était un sans domicile fixe et était nu sous son manteau. Il m’a dit (alors que toute la rame regardait) qu’il allait me « niker comme jamais » et que j’allais avoir du sperme partout puisque cela faisait 2 ans qu’il n’avait rien fait. Selon lui cela serait la meilleure partie de jambes en l’air de ma vie. ”
Sylvie « je me souviens quand j’avais dans les 11 ans, ont était avec des amies dans le bus qui était blindé et un mec s’est approché de nous et s’est littéralement frotté a moi»
2 – la main aux fesses. Ce cas est le plus raconté par les filles. Toutes l’ont vécu… comme si cela était une normalité. Mais depuis quand sommes nous devenues des bouts de viande ?
Lola «une fois je suis allée à Lisbonne en week-end avec une amie. A peine sorties de l’appart, une voiture est passée à côté de nous. J’ai senti une claque sur ma fesse. Une claque forte. Les mecs dans la voiture étaient super fiers d’eux»
Maria « je marchais dans les rues de Lisbonne et trois garçons sont passés. Un d’entre eux m’a attrapé la fesse droite comme si elle lui appartenait. Le temps de me retourner et le mec me fait un clin d’œil tout fier.»
Christie « j’étais en Norvège avec mon mec. On est sortis d’un restaurant et je sens quelqu’un m’attraper les fesses. En premier j’ai cru que c’était mon mec mais en levant les yeux je le vois à 2 métrés face à moi. J’ai de suite ressenti une peur en me demandant ce qui allait m’arriver: heureusement que mon amoureux était là pour me protéger et envoyer le mec à l’hôpital. Il l’aura bien mérité.»
Lola « pendant une período de ma vie je sortais beaucoup en boîte. J’avais 19-20 ans. Pendant une période, à chaque fois que je sortais on me touchait les fesses. Au bout d’un moment j’en ai eu marre et j’ai décidé de mettre des claques à quiquonque me touchait sans autorisation»
Maria « un jour je suis allée voir un match de foot avec mon copain et un de ses potes. J’étais assise au milieu. Le pote de mon à profite d’un moment ou il était de dos afin de me caresser la cuisse. Sans stress»
3 – Le harcèlement au travail
Luana « j’étais à un événement de boulot quand un client m’a donné sa clé de chambre d’hôtel en me disant que si je voulais prendre un bain, je pouvais le rejoindre. Il a dû me confondre avec Zahia.»
Josefina : « mon chef m’a clairement dit que si je voulais progresser dans ma carrière il fallait que je couche avec lui. » hé oui, cela n’arrive pas que dans les films et je connais plusieurs cas semblables !
Joana « je suis masseuse et parfois il m’arrive des trucs bizarres mais cette fois-ci c’était différent. Ce jour là j’avais un client et je lui demande de s’installer sur la table le temps que j’arrive. D’un coup je le vois nu comme un verre. Je le cache en mettant une serviette sur ses parties intimes et commence mon massage. Au bout de 20 minutes, il se lève énervé et dit qu’il n’a pas le temps. D’un coup il essaye de m’embrasser et de me toucher les seins. Je l’ai pousse si fort qu’il a cassé la porte. Le pire dans tout ça ? Ma boss qui a râlé car le prix du massage ne couvrait pas les frais de réparation de la porte.»
Manon “quand j’avais 18 ans, je travaillais dans un restaurant pendant l’été. A chaque fois que le patron passait à côté de moi, il me touchait les fesses très délicatement. En plus de cela, il me disait d’aller chercher le pain et de distribuer des prospectus dans la rue en mini mini jupe afin d’attirer le client. Autant dire que c’était de la prostitution passive.”
4- Être suivie dans la rue
Lola « on m’a déjà suivie plusieurs fois. Mais la pire a été dans le métro. Un mec a commencé à me coller et à me regarder comme si il allait me dévorer… mais de façon degueulasse. La station d’après j’ai changé de rame mais il m’a suivie et a continué à me regarder en se léchant les lèvres. J’ai dû fuir à la station suivant juste avant que les portes ne se referment. J’ai eu tellement peur ce jour là.”
Christie « j’étais en corse et je rentrais à la maison avec une amie quand on s’est rendues compte qu’il y avait une camionnette blanche qui n’arrêtais pas de passer par nous. On a couru jusqu’à la maison et on s’est enfermées. Juste après le camion est passé devant mes fenêtres ils nous cherchaient clairement. Je ne sais pas ce qui aurait pu arriver ce jour là. »
Clotilde “dans la rue un garçon m’a arrêtée et m’a demandé si je voulais le sucer. J’ai répondu : “désolée, j’ai pas le temps”. ”
4- Le harcèlement par de la famille ou des amis d’amis.
Je pense que cette catégorie est la pire…. celle que l’on veut toutes garder pour nous de peut de faire du mal aux personnes que l’on aime… celle dont nous avons honte de raconter. Peur de mettre en péril un mariage ou une forte amitié. Peur de dénoncer. Peur que notre parole passe pour un mensonge… car après tout…. CELA N’AURAIT JAMAIS DÛ SE PASSER. mentira…porque afinal de contas…
Sylvie “j’étais en week-end avec ses amis et leurs amis. On dormait tous dans la même tente quand soudain, l’un des garçons m’est monté dessus et m’a bloqué les bras pour me forcer à l’embrasser. Pendant que je criais, il a eu le temps de me faire deux énormes suçons dans le cou. Malgré mes cris, mes amis pensaient que tout cela n’était qu’un jeux. Cela n’en était pas un. N’était effrayée. Le pire dans tout cela c’est que j’ai eu honte de ces suçons pendant deux semaines.”
Lola “un de mes meilleurs amis avait organisé une super fête dans son nouvel appartement. On était une trentaine de personnes, tous des amis proches à part une dizaine de personnes amis d’amis. Tout le monde était un peu alcoolisé et a un moment j’ ai dû aller ouvrir la porte en bas de l’immeuble. Un ami d’une amie m’a proposé de m’accompagner (on va l’appeler Jean) afin d’aller chercher son ami. En remontant Jean m’a bloquée contre le mur des escaliers. Je ne pouvais pas bouger et il a commencé à me toucher et à essayer de mettre sa main dans mon jean… tout en me testant de pire qui n’attendait que ça. Je ne sais pas comment j’ai faire mais j’ai réussi o le mordre et il m’a lâchée. J’ai couru à l’appart et j’ai tout raconté à mes amis qui lui ont fait sa fête. Jean a fini à l’hôpital avec des cotes et le nez cassé. Il l’avait plus que mérité. »
G. “quand j’avais 14 ans, je passais un été chez ma tante. Elle sortait de la maison plus tôt que son mari et moi je continuais à dormir. Un jour, je me suis réveillée en sentant une main caresser ma cuisse vers le haut et à tenter d’enlever mes draps. A l’époque, j’ai fait comme si de rien n’était mais j’ai fini l’été en me réveillant avant tout le monde. Je n’ai jamais osé en parler à tout le monde mais je me suis toujours demandée: et si je ne m’étais pas réveillée ce jour là? ”
Toutes ces histoires sont véridiques. La seule chose que j’ai changé sont les noms des personnes.
Toutes les femmes sont passées par des cas plus ou moins graves de harcèlement sexuel mais le plus important est de ne pas généraliser ces cas. Cela n’est pas NORMAL qu’une personne nous touche sans notre autorisation.
#metoo
  • Todos estes testemunhos que partilhas são assustadores e, infelizmente, mais comuns do que pensamos. Acho que este movimento do #metoo é importante sobretudo para percebermos que não estamos sozinhas e para nos indignarmos, porque não somos apenas corpos e não temos de ficar caladas quando nos encontramos numa situação dessas! O assédio não pode ser encarado como « oh, isso é normal », senão onde é que estes abusos irão parar?

    18 and a life